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Laboratório de Solos · Ensaio Especial

Módulo de Resiliência — a rigidez do pavimento sob o tráfego

O triaxial de cargas repetidas aplica pulsos que simulam a passagem das rodas e mede a parcela recuperável da deformação: MR = σd/εr — o parâmetro central do dimensionamento mecanístico de pavimentos (MeDiNa).

DNIT 134/2018-MEPulsos 0,1 s + 0,9 s18 pares σ3 × σd → modelo
Categoria
Laboratório de Solos | Pavimentação
Normas de referência
DNIT 134/2018-ME · AASHTO T 307 · MeDiNa modelo composto
Onde entra
Resistência, deformabilidade e comportamento sob cargas repetidas, com responsabilidade técnica própria.
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Princípio e aplicação

Sob o tráfego, cada passagem de roda aplica ao subleito e às camadas granulares um pulso rápido de tensão. O módulo de resiliência caracteriza a resposta elástica do material a esse carregamento: MR = σd/εr, onde εr é a parcela recuperável (resiliente) da deformação axial.

O ensaio é executado em triaxial de cargas repetidas: pulsos de 0,1 s seguidos de 0,9 s de repouso, percorrendo 18 pares de tensões σ3 × σd que cobrem os estados de tensão reais do pavimento (DNIT 134/2018-ME). Os resultados são ajustados ao modelo composto MR = k1·σ3^k2·σd^k3.

Aplicações típicas: dimensionamento mecanístico-empírico de pavimentos (MeDiNa), caracterização de subleitos, sub-bases e bases granulares, estudos de materiais alternativos e misturas estabilizadas.

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O ensaio em movimento

Acompanhe o corpo de prova sob os pulsos de carga, a separação entre deformação resiliente (que volta) e permanente (que fica), e o gráfico MR × σd sendo montado par a par até o ajuste do modelo composto.

1×

2×

4×

Valores ilustrativos de material granular (6 dos 18 pares exibidos). Pulso haversine de 0,1 s; condicionamento prévio conforme norma.

Módulo de Resiliência · DNIT 134INTERATIVA · MR = σd/εr · modelo composto
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Valores ilustrativos de material granular (6 dos 18 pares exibidos). Pulso haversine de 0,1 s; condicionamento prévio conforme norma.

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Execução e medições

Os corpos de prova (tipicamente Ø100×200 mm) são compactados na umidade ótima e grau de compactação especificados — ou nas condições que o estudo exigir — e submetidos ao condicionamento inicial para estabilizar deformações plásticas.

Na sequência, o equipamento percorre os 18 pares de tensão da norma, medindo a deformação resiliente por LVDTs a cada sequência de pulsos. O resultado é a superfície MR(σ3, σd) ajustada ao modelo composto, com R² reportado.

Controles do ensaio: células de carga e LVDTs calibrados com certificados rastreáveis; verificação da forma do pulso; compactação e umidade documentadas; resultados revisados por engenheiro, dentro do SGQ da Testesolo.

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Conforme a DNIT 134/2018-ME

DNIT 134/2018-MEAASHTO T 307MeDiNa modelo composto

Módulo de resiliência

Rigidez elástica sob carga repetida, por par de tensões — em MPa, com a superfície completa MR(σ3, σd).

Modelo composto

Parâmetros do ajuste MR = k1·σ3^k2·σd^k3 — entrada direta do MeDiNa e de análises mecanísticas.

Deformação resiliente

Parcela recuperável medida por LVDTs — a base do cálculo do módulo.

Entregável

Tabela dos 18 pares com MR, ajuste do modelo composto (k1, k2, k3, R²), gráficos MR × tensões e relatório revisado por engenheiro. Dados brutos sob demanda.

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MR com interpretação de engenharia

Par com a Deformação Permanente

MR + DP do mesmo material: rigidez e acúmulo plástico para o dimensionamento completo.

Condições da obra

CPs moldados no grau de compactação e umidade do projeto — o módulo da camada como construída.

Materiais alternativos

Avaliação de solos estabilizados, reciclados e misturas locais para pavimentação.

Equipe que dimensiona

Quem ensaia também roda MeDiNa — entregamos k1, k2, k3 prontos para o modelo.

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Perguntas frequentes sobre o MR

Por que o MR substitui o CBR no dimensionamento?

O método mecanístico (MeDiNa) calcula tensões e deformações reais no pavimento — e para isso precisa de módulos, não de um índice empírico. O CBR segue útil como controle, mas o dimensionamento moderno usa MR e DP.

O que é a deformação resiliente?

É a parcela da deformação que o material recupera após cada pulso de carga — o comportamento elástico que define a rigidez da camada sob o tráfego.

Quantos corpos de prova são necessários?

Tipicamente ao menos dois por material/energia, além dos CPs de caracterização e compactação que definem as condições de moldagem.

O ensaio vale para solos finos e granulares?

Sim — a norma cobre subleitos finos e materiais granulares, com sequências de tensões adequadas a cada caso.

Que informações enviar para orçar?

Origem do material, energia de compactação, umidade de moldagem e o uso previsto (subleito, sub-base, base). Com isso definimos sequências e número de CPs.

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Normas e referências

DNIT 134/2018-ME
Módulo de Resiliência
AASHTO T307
Resilient Modulus

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