Ensaios de Campo · Serviço
SDMT — rigidez estática e dinâmica em uma única vertical
O dilatômetro sísmico soma ao DMT a medição da velocidade de ondas de cisalhamento (Vs) por dois geofones: módulo dilatométrico ED e módulo dinâmico G₀ no mesmo ensaio — o par que ancora as curvas de degradação de rigidez.
- Categoria
- Ensaios de Campo | Palheta / dilatômetro
- Normas de referência
- ISO 22476-11 (DMT) · ASTM D6635 · ASTM D7400 (sísmico)
- Onde entra
- O solo medido in situ, como ele é — sem amolgamento da amostragem.
Princípio e aplicação
O SDMT (Seismic Dilatometer) acopla à lâmina de Marchetti um módulo sísmico com dois geofones separados de 0,5 m. Em cada parada, além das leituras dilatométricas p0 e p1, executa-se o ensaio sísmico: uma marreta golpeia lateralmente um tarugo de madeira apoiado em uma chapa de aço cravada no terreno, e a onda de cisalhamento gerada é registrada pelos dois sensores. Do intervalo de tempo entre as chegadas (Δt) sai a velocidade real da onda: Vs = (L2 − L1)/Δt — método do intervalo verdadeiro.
O resultado é único na investigação geotécnica: na mesma vertical, o ensaio entrega a rigidez a médias deformações (ED → módulo confinado M) e a rigidez a pequenas deformações (Vs → G₀ = ρ·Vs²). Esse par de módulos ancora as curvas de degradação de rigidez do solo — a base dos modelos numéricos modernos e das previsões de recalque mais refinadas.
Aplicações típicas: previsão de recalques de alta qualidade, fundações de máquinas, análises dinâmicas e sísmicas, interação solo-estrutura, avaliação de liquefação e controle de melhoramento de solos.
O ensaio em movimento
Em cada parada, duas medidas: a expansão da membrana (p0·p1 → ED) e o golpe da marreta no tarugo gerando a onda S que chega aos dois geofones (Δt → Vs). Os perfis de ED e Vs se constroem lado a lado.
1×
2×
4×
Arranjo duplo (dual array): a mesma onda é registrada pelos dois geofones e a Vs sai do intervalo verdadeiro Δt. Golpes repetidos e de polaridade invertida em cada cota, na prática.
Arranjo duplo (dual array): a mesma onda é registrada pelos dois geofones e a Vs sai do intervalo verdadeiro Δt. Golpes repetidos e de polaridade invertida em cada cota, na prática.
Execução e medições
A sequência em cada cota é a do DMT — pausa, expansão da membrana, leituras A e B — seguida do ensaio sísmico: o operador, sobre o tarugo acoplado ao terreno pelo próprio peso, golpeia lateralmente sua extremidade com a marreta. O movimento horizontal gera uma onda cisalhante de polaridade bem definida, que desce pelo solo até os dois geofones do módulo sísmico.
Como a mesma onda é registrada pelos dois sensores, a diferença de tempo entre as chegadas fornece diretamente a Vs do trecho — método do intervalo verdadeiro, sem dependência da repetibilidade do golpe. Golpes em sentidos opostos invertem a polaridade e refinam a identificação da chegada.
Controles do ensaio: membrana, transdutores e cadeia sísmica calibrados com certificados rastreáveis; calibrações ΔA/ΔB por vertical; verificação do acoplamento da fonte; registro revisado por engenheiro geotécnico, dentro do SGQ da Testesolo.
Conforme a ISO 22476-11 / ASTM D7400
Módulo dilatométrico
Rigidez a médias deformações a cada 20 cm, convertida em módulo confinado M para previsão de recalques.
Velocidade da onda S
Medida pelos dois geofones do módulo sísmico (intervalo verdadeiro), tipicamente a cada 0,5–1,0 m.
Módulo de cisalhamento
Rigidez a pequenas deformações, G₀ = ρ·Vs² — par com ED para ancorar curvas de degradação.
Índices de Marchetti
ID, KD e as correlações de OCR, K₀ e Su — o SDMT contém um DMT completo.
Entregável
Perfis de p0, p1, ID, KD, ED, M, Vs e G₀ por profundidade, registros sísmicos e relatório com leitura de engenharia. Leituras brutas sob demanda.
Dois módulos em uma única vertical
Curva de degradação ancorada
G₀ (pequenas deformações) + ED (médias deformações) na mesma vertical: os dois pontos que definem o comportamento do módulo com a deformação.
Recalques de alta qualidade
O módulo M do DMT somado ao G₀ sísmico refina previsões de recalque em estruturas sensíveis.
Intervalo verdadeiro
Dois geofones — a Vs sai da diferença de chegadas da mesma onda, sem depender da repetibilidade do golpe.
Equipe que projeta
Quem executa e interpreta também modela — entregamos os módulos no formato que a análise numérica usa.
Perguntas frequentes sobre o SDMT
Qual a diferença entre DMT e SDMT?
O SDMT é um DMT com módulo sísmico: além de p0 e p1, mede a velocidade das ondas de cisalhamento (Vs) com dois geofones em cada parada. Todo SDMT entrega também o DMT completo da vertical.
Para que servem ED e G₀ juntos?
Cada um mede a rigidez em um nível de deformação: G₀ nas pequenas, ED nas médias. Juntos ancoram a curva de degradação do módulo — essencial para modelos numéricos e previsões de recalque refinadas.
Como a Vs é medida no SDMT?
Pelo método do intervalo verdadeiro: a onda gerada pela marreta no tarugo chega primeiro ao geofone superior e depois ao inferior; Vs = (L2 − L1)/Δt. A medição independe do instante exato do golpe.
Quando especificar SDMT em vez de DMT?
Quando o projeto envolve dinâmica, sismicidade, liquefação ou recalques em estruturas sensíveis — casos em que o G₀ agrega informação que o DMT sozinho não fornece.
Que informações enviar para orçar uma campanha?
Localização, tipo de obra, sondagens existentes, profundidade de interesse e o problema geotécnico. Com isso indicamos verticais, profundidades e o espaçamento das medidas sísmicas.
Normas e referências
- ISO 22476-11
- DMT
- ASTM D6635
- DMT
- Marchetti DMT/SDMT
- site oficial
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