Laboratório de solos · Método MeDiNa
Fadiga por compressão diametral à tensão controlada — DNIT 183/2018-ME
Quantos ciclos a mistura suporta antes de trincar: a curva de fadiga que o MeDiNa usa para prever a área trincada ao longo do período de projeto.
- Categoria
- Laboratório de Solos | Método MeDiNa
- Normas de referência
- DNIT 183/2018-ME
- Onde entra
- Resistência, deformabilidade e comportamento sob cargas repetidas, com responsabilidade técnica própria.
O ensaio
Corpos de prova são carregados por compressão diametral com tensão constante até a ruptura, e conta-se o número de repetições N que cada um suportou. Repetindo em vários níveis de tensão, obtém-se a curva de fadiga da mistura.
O ensaio é feito a 25 °C, a 1 Hz — 0,1 s de carga e 0,9 s de repouso —, em pelo menos quatro níveis de tensão escolhidos entre 5% e 40% da resistência à tração, com no mínimo três corpos de prova por nível.
O resultado é expresso em modelos log-log que relacionam N à tensão de tração aplicada, à deformação de tração inicial e à razão entre tensão aplicada e resistência estática.
Para que serve no MeDiNa
A curva de fadiga é o que transforma a deformação calculada na fibra inferior do revestimento em previsão de trincamento. É o modelo de dano do MeDiNa para a camada asfáltica — sem ele, não há previsão de área trincada com base no material real.
É também o ensaio que mais diferencia misturas que parecem equivalentes no MR: duas misturas com rigidez próxima podem ter vidas de fadiga bem distintas.
Corpo de prova e condições
Dimensões
Diâmetro de 100 mm; espessura de 40 mm a 70 mm; tamanho nominal máximo do agregado de 25 mm.
Níveis de tensão
Quatro níveis entre 5% e 40% da RT — por exemplo 7,5%, 10%, 20% e 30%.
Quantidade
No mínimo 12 corpos de prova para a fadiga, além dos usados na determinação da resistência à tração.
Critério de ruptura
Ruptura completa do corpo de prova sob tensão controlada.
O que você recebe
Curva de fadiga
N em função da tensão e da deformação de tração, com os parâmetros do modelo ajustado e a qualidade do ajuste.
Dispersão dos resultados
Pontos individuais por nível de tensão — fadiga tem dispersão alta por natureza, e escondê-la é enganoso.
RT de referência
O valor sobre o qual os níveis de tensão foram calculados.
Relatório
Temperatura, frequência, níveis, número de ciclos por corpo de prova e revisão de engenharia.
Cuidados e limites
O ensaio é à tensão controlada, condição que representa melhor revestimentos espessos. Em camadas delgadas sobre base rígida, a condição de campo se aproxima mais da deformação controlada — a leitura do resultado precisa considerar isso.
A curva vale para a temperatura de ensaio. Extrapolar para outras temperaturas exige modelo complementar, não simples regra de três.
Fadiga de laboratório não inclui envelhecimento de longo prazo, dano por umidade nem trincas de origem térmica ou reflexiva. O MeDiNa prevê fadiga por tráfego — os demais mecanismos continuam sendo responsabilidade do projeto e da execução.
Normas e referências
- DNIT 183/2018-ME
- Pavimentação asfáltica — Ensaio de fadiga por compressão diametral à tensão controlada — Método de ensaio
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