Testesolo Engenharia Geotécnica
Início / Serviços / Laboratório de Solos / MR de Solos e Britas — DNIT 134

Laboratório de solos · Método MeDiNa

Módulo de resiliência de solos e britas — DNIT 134/2018-ME

O ensaio triaxial de carga repetida que mede a rigidez elástica do subleito, do reforço, da sub-base e da base granular — o principal parâmetro de entrada do MeDiNa para camadas não ligadas.

DNIT 134/2018-METriaxial de carga repetida18 pares de tensões
Categoria
Laboratório de Solos | Método MeDiNa
Normas de referência
DNIT 134/2018-ME
Onde entra
Resistência, deformabilidade e comportamento sob cargas repetidas, com responsabilidade técnica própria.
01

O ensaio

DNIT 134/2018-ME

O módulo de resiliência é a razão entre a tensão-desvio aplicada repetidamente e a deformação vertical recuperável que ela provoca: MR = σd / εr. É a rigidez que o material apresenta sob a passagem do tráfego, não sob carga estática.

O corpo de prova cilíndrico é ensaiado em câmara triaxial, com pressão confinante aplicada por ar comprimido e carregamento axial repetido em pulsos. Dois LVDTs medem o deslocamento vertical recuperável a cada ciclo, com resolução de 1×10-3 mm.

Como solo não é elástico linear, o MR varia com o estado de tensões. Por isso o ensaio percorre 18 pares de tensão confinante (0,020 a 0,140 MPa) e tensão-desvio (0,020 a 0,420 MPa): o resultado não é um número, é um modelo de comportamento.

02

Para que serve no MeDiNa

No dimensionamento mecanístico-empírico, cada camada não ligada entra com seu modelo de MR. É ele que distribui as tensões na estrutura e determina a deformação de tração na fibra inferior do revestimento — a que governa a fadiga — e a tensão no topo do subleito.

Sem ensaio, o projeto usa valores de biblioteca, com nível de confiança menor. Com ensaio, o material da jazida que será realmente usado passa a ser o dado do projeto.

03

Corpo de prova e condições

Dimensões

100 mm × 200 mm ou 150 mm × 300 mm. O diâmetro máximo do grão não pode passar de ¼ do diâmetro do corpo de prova — brita graduada normalmente exige o molde grande.

Moldagem

Na umidade ótima e na energia de compactação do projeto (normal, intermediária ou modificada), reproduzindo a condição da camada.

Condicionamento

500 ciclos antes da medição, em três pares de tensão em sequência — (0,070; 0,070), (0,070; 0,210) e (0,105; 0,315) MPa —, para acomodar o corpo de prova.

Leitura

Mínimo de 10 ciclos por par de tensões, com aquisição nas 5 últimas repetições.

04

Procedimento

  1. 01

    Preparo da amostra

    Secagem, destorroamento e homogeneização na umidade de moldagem, com determinação da umidade real de compactação.

  2. 02

    Moldagem do corpo de prova

    Compactação em camadas na energia definida, com controle de massa específica aparente seca.

  3. 03

    Montagem na célula triaxial

    Membrana de borracha, pedras porosas, posicionamento dos LVDTs e fechamento da câmara.

  4. 04

    Condicionamento

    Aplicação dos 500 ciclos iniciais, que estabilizam a resposta do corpo de prova.

  5. 05

    Varredura dos 18 pares

    Aplicação sequencial dos pares de tensão confinante e tensão-desvio, com registro de carga e deslocamento ciclo a ciclo.

  6. 06

    Modelagem

    Ajuste do modelo composto (MR em função de σ3 e σd) e verificação da qualidade do ajuste antes da entrega.

05

O que você recebe

MR por estado de tensão

Tabela completa dos 18 pares com o módulo medido em cada um.

Modelo ajustado

Parâmetros k₁, k₂ e k₃ do modelo composto, prontos para o MeDiNa, com o coeficiente de determinação do ajuste.

Condição de moldagem

Umidade, massa específica aparente seca e grau de compactação do corpo de prova ensaiado — sem isso o MR não é interpretável.

Relatório

Gráficos MR × σd e MR × σ3, dados brutos sob demanda e revisão por engenheiro antes da entrega.

06

Cuidados e limites

O ensaio caracteriza o material como ele foi moldado: energia, umidade e cura definem o resultado. Corpo de prova compactado fora da condição de projeto entrega um parâmetro que não corresponde à camada executada.

Parâmetro de laboratório não substitui controle de execução. O desempenho previsto no MeDiNa só se confirma se a camada em campo reproduzir a densidade e a umidade ensaiadas — daí o controle tecnológico caminhar junto.

Materiais com grãos acima de ¼ do diâmetro do molde ficam fora do escopo da norma — nesses casos é preciso escalpelar a fração graúda, e a amostra ensaiada deixa de representar integralmente a jazida.

07

Perguntas frequentes

MR substitui o CBR?

Não são a mesma coisa. O CBR é um índice empírico de suporte; o MR é um parâmetro elástico usado no cálculo de tensões e deformações. O MeDiNa trabalha com MR — o CBR continua útil no controle e em métodos empíricos.

Quantos corpos de prova são necessários?

Para o MR, um corpo de prova por condição de moldagem já produz o modelo, mas é prática recomendável ensaiar mais de um por material para verificar a repetibilidade — principalmente em jazidas heterogêneas.

O que enviar junto com a amostra?

A energia de compactação e a umidade de projeto, a curva de compactação se já existir, e a identificação da camada (subleito, reforço, sub-base ou base). Sem isso, moldamos em condição arbitrada — e o parâmetro perde o vínculo com a obra.

08

Normas e referências

DNIT 134/2018-ME
Pavimentação — Solos — Determinação do módulo de resiliência — Método de ensaio (versão corrigida em 20/04/2023)
Programa MeDiNa
DNIT/IPR

Orçamento

MR de Solos e Britas — DNIT 134 para o seu projeto

Descreva o contexto da obra — localização, tipo de estrutura e o que já existe de investigação. Montamos o plano e a proposta técnica integrando campo, laboratório e consultoria.

Já é cliente Testesolo? Acesse seus relatórios e o histórico dos serviços executados.

Portal exclusivo com os arquivos dos seus projetos.

Acessar meus relatórios
WhatsApp