Laboratório de solos · Método MeDiNa
Flow Number — ensaio uniaxial de carga repetida — DNIT 184/2018-ME
A resistência da mistura asfáltica à deformação permanente medida a 60 °C: o ciclo em que a deformação sai do regime estável e a mistura começa a fluir.
- Categoria
- Laboratório de Solos | Método MeDiNa
- Normas de referência
- DNIT 184/2018-ME
- Onde entra
- Resistência, deformabilidade e comportamento sob cargas repetidas, com responsabilidade técnica própria.
O ensaio
O corpo de prova cilíndrico recebe carga axial de compressão repetida, sem confinamento, na temperatura crítica de 60 °C. Mede-se a deformação plástica acumulada ciclo a ciclo.
A curva tem três zonas: primária, com acomodação rápida; secundária, com taxa de deformação aproximadamente constante; e terciária, em que a taxa volta a crescer e o material rompe por cisalhamento a volume constante. O Flow Number é o ciclo em que a taxa de deformação é mínima — a fronteira entre a zona secundária e a terciária.
Quanto maior o FN, mais resistente ao afundamento por trilha de roda é a mistura.
Para que serve no MeDiNa
É o parâmetro de deformação permanente da camada asfáltica. Junto com a deformação permanente das camadas granulares (DNIT 179), fecha a previsão de afundamento de trilha de roda de toda a estrutura.
Também é critério de aceitação de mistura em obras de tráfego pesado, faixas de ônibus e áreas de frenagem — situações em que o problema é o afundamento, não o trincamento.
Corpo de prova e condições
Dimensões
Altura de 150,0 mm ± 2,5 mm e diâmetro de 102,0 mm ± 2,0 mm.
Grau de compactação
97,0% ± 0,5% da massa específica aparente de projeto.
Temperatura
60,0 °C ± 0,5 °C, com condicionamento em câmara por no mínimo 3 horas antes do ensaio.
Tensões
Pressão de contato de 10,2 kPa ± 0,5 kPa e pressão máxima de 204,0 kPa ± 4,0 kPa.
Ciclo
Pulso de 0,1 s no formato P = (1 − cos θ)/2 e 0,9 s de repouso, a 1 Hz.
Encerramento
Até a ruptura do corpo de prova ou 7.200 ciclos completados.
O que você recebe
Flow Number
O ciclo de início da zona terciária, obtido pelo ajuste da curva de deformação (modelo de Francken).
Curva de deformação
Deformação plástica acumulada × número de ciclos, com as três zonas identificadas.
Condição do corpo de prova
Grau de compactação, volume de vazios e temperatura efetiva de ensaio.
Relatório
Dados brutos sob demanda e revisão por engenheiro antes da entrega.
Cuidados e limites
O FN é medido sem confinamento — condição mais severa que a de campo, onde a camada é confinada lateralmente. Serve para comparar e classificar misturas, não para calcular diretamente o afundamento em milímetros.
O grau de compactação do corpo de prova domina o resultado: 1% a menos de densidade muda o FN de forma relevante. Por isso a moldagem é controlada e registrada.
Normas e referências
- DNIT 184/2018-ME
- Pavimentação — Misturas asfálticas — Ensaio uniaxial de carga repetida para determinação da resistência à deformação permanente — Método de ensaio
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